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Mostrando postagens de março, 2026

ESCORANDO

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 A Aninha aprendeu a engatinhar. Graças a Deus. O mundo do piso das duas salas é dela. Ela os explora como se não houvesse o amanhã. Mas, o mais bonito de tudo é que ela aprendeu a se escorar no móvel,  para pegar o que quer. Coisa mais linda!!! (E perigoso). Se na frente tem algum obstáculo,  ela o retira, joga para o lado, aí se ajoelha, coloca uma mãozinha no móvel, depois a outra e se levanta, ainda ajoelhada. Sete meses,  minha netinha tem apenas sete meses. Imagina quando ela tiver uma ano!!!!!

DEZOITO ANOS/RAFAEL.

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 Hoje, conversando com o Rafael, ele me fez um convite, de eu estar presente no aniversário de dezoito anos da minha netinha. Rafael é meu genro e pai da Aninha. Tenho sessenta e seis anos. Quando a minha netinha fizer dezoito anos, estarei com oitenta e quatro. Não acredito que conseguirei ir. Ninguém viveu tanto na minha família.  Se eu chegar aos oitenta, já será um grande recorde. Mas, é claro que eu gostaria de ir, ver minha netinha loira com dezoito  anos. Seria um grande prêmio da vida, para mim.

NATÁLIA

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A alegria que a Aninha demonstra quando sua mamãe chega do trabalho é indescritível. Ela sorri, mexe muito as perninhas, dá uns gritinhos incríveis, sacode os bracinhos e fica esperando sua mamãe pegá-la no colo. Natália é a mãe da Aninha. Ela, a mãe, é fonoaudiologa e trabalha muito longe. Na clínica, minha filha é terapeuta de crianças neurodivergentes. Falei certo? São crianças com autismo e com algumas síndromes. Natália, simplesmente, ama o que faz. Ver as duas juntas. mãe e filha, é desfrutar de momentos felizes e divertidos. Natália diz que eu tenho a energia de bagunça. Mas, com certeza, ela tem mais. Né, filha?

COMO É QUE PENTEIA

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Como é que penteia o cabelo do leão? Como é que penteia o cabelo do leãoooooo. Essa música, cujo autor eu nao lembro o nome, da playlist que a Natália criou, leva a Aninha ao delírio. Ela, sentadinha no chão, bate as perninhas, mexe os bracinhos, bate palmas, solta uns gritinhos maravilhosos e sorri, sorri de um jeito mais fofo do mundo. Aninha é incrível, o bebê mais espetacular do mundo!! Nao sou coruja, né?

PEQUENAS COISAS.

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Pequenas Coisas Me Curam Carícia Essencial Um café quente em manhã fria Um abraço demorado sem pressa de ir Um raio de Sol no rosto E alguém dizendo: Pode sentir A cura não chegou de repente Veio devagar, sutil, presente No toque leve de um cuidado No olhar limpo, no gesto dado São as pequenas coisas que me curam As que o mundo nem sempre vê Mas minha alma reconhece Como milagre de viver Não é milagre no céu É o agora que é fiel Pequenas coisas Me fazem inteira outra vez A Aninha me cura.

LINGUAGEM

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Ela tem só sete meses mas já entende. Tenho certeza. Diz isso pelo olhar. pelos gestos, pelo sorriso, quando balbucia, quando chora, quando dá os bracinhos para sair do cadeirão e outras coisas. Ela entende sim. Estudei, com Vygotsky, a importância da linguagem para desenvolver as funções superiores da mente. Linguagem não é só a fala. Existe a linguagem de Sinais, por exemplo, e a Aninha, com sete meses, desenvolveu seus recursos para se comunicar, sua própria linguagem.

SORRISO DA ANINHA

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Ela tem um sorriso que é difícil de esquecer. Banguelinha, sorri e encanta todo o mundo. Sua gargalhada é maravilhosa. Brinca muito com sua mãe e gargalha muito com ela. Às vezes, eu, com ela no colo, olho do lado. Ela, curiosa, rapidamente mexe na minha presilha, no cabelo. Quando eu volto com o rosto para frente, ela olha para mim e sorri. Eu quase morro diante de tanta fofura. Aninha, com sua boquinha sem dentes, tem o sorriso mais lindo e fofo do mundo.

CIDA

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Cida é a outra vovó da Aninha, mãe de seu pai. Vem toda quarta-feira para ficar com a netinha e cuidar dela. Vem de longe, da Praia Grande, no litoral sul. Ama demais a princesa, é calma e delicada. Cozinha que é uma beleza. Sua comida é deliciosa. Eu imagino como quando ela vai pegar a Aninha, no berço, ao acordar. Andando devagar, falando baixo, calmamente. Eu, que sou mais agitada, normalmente falo alto, para lidar com a maravilhosa, procuro falar baixo, com delicadeza. Para mim, dá um conforto saber que a Aninha está nas mãos de uma pessoa tão iluminada, tão delicada, imagina para a Natália, mãe dela e para o Rafael, seu papai. Imagina para a própria Aninha. Uma benção. Graças a Deus.

FRUTINHA

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Quando ela senta no cadeirão ja sabe que vai papar coisas deliciosas. Ou será o almoço super gostoso, que sua mamãe deixa congelado e eu preparo, ou será frutinha. Em ambos, ela se delicia. Nas frutinhas, ela até conheceu o kiwi, e adorou. Eu fui conhecer essa fruta adulta, não existia no Brasil. Com a manga, foi a coisa mais gostosa do mundo e ela se lambuzou toda. Ficou linda! Mas, o que ela gosta, muito, é da bananinha. Ah, não posso me esquecer do mamãozinho, ela adora. O engraçado é que às vezes seu cocozinho fica com cheiro de mamãozinho. kkkkkkkk. Aliás, agora que ela está comendo quase de tudo, seu cocozinho está fedido demais, kkkkk. De longe eu percebo que ela "obrou". kkkkkk. Demais. Trocá-la é outra alegria. Mas, deixarei esse tema para outro texto. 💋 💋 💋 💋

BOI DA CARA PRETA.

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Oito horas. Hora de bebê dormir. Depois do leitinho das sete, de uns bons goles da água, é hora de ir para o berço. Aninha começa a ficar irritada. De barriga cheia, só resta uma alternativa: sono. No quarto escuro, nos meus braços, minha netinha começa a dormir, embalada por canções de ninar, as mesmas que eu cantava para os meus três filhos. Muita coisa mudou, de lá para cá, mas as canções de ninar continuam as mesmas. Boi, boi, boi, boi da cara preta...Ao som da minha voz e aos embalos de um balanço suave, os olhos azuis de minha neta vão se fechando, até se fecharem completamente. Colocada no berço, a menina loira dorme. O sono da infância, o sono da pureza. Que Deus abençoe minha netinha e todas as crianças, do mundo inteiro.

Mama, mama.

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Ontem, ao acordar do sono da tarde, Aninha chorou bastante. Peguei-a no colo e fiz acalanto. Ela dizia, chorando, MAMA MAMA MAMA... Parecia que queria dizer, mamãe, mamãe. Sua mamãe estava trabalhando e iria chegar mais tarde do que o costume. Minha princesa estava sentindo a falta da mãe.

Não!

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Aninha pegou o meu celular (tela preta, desligado e eu deixei). Então, ela levou-o à boca (esperado). Vendo aquilo, eu disse náo e gesticulei, balançando o indicador, indicando a negativa. Imediatamente, a princesa tirou o aparelho da boca, olhando para mim. Meu Deus, será que a minha netinha entendeu a minha mensagem? Ela só tem sete meses!!!!! Claro que, ao tirar o celular das mãozinhas lindas de minha princesa, dei um briquedo. Ela aceitou tranquilamente. Aninha é minha netinha, filha de minha filha mais velha, e ela é simplesmente, maravilhosa!

Permanência dos objetos

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Bom dia. Ontem, a Aninha estava cutucando um furinho no tapetão. Eu coloquei um livro em cima. Ela o tirou. Coloquei um brinquedo. Ela tirou o brinquedo. Coloquei um pano. Ela, também, tirou-o. Fiquei pasma com a sua inteligência. Permanência dos objetos, período sensório motor, Jean Piaget.